Como deveria ser uma visual novel brasileira?


Devido a uma pergunta que fiz no facebook sobre o que uma visual novel brasileira deveria ter, e devido a grande quantidade de comentários, decidi fazer uma postagem dando minha opinião sobre o caso que é a criação de uma visual novel brasileira.

Ao longo desses anos que criei o blog ate hoje o mercado de visual novel deu um bom salto no ocidente, fazendo assim o nome que era pouco conhecido agora se tornar algo não tão fechado a japoneses e a um pequeno grupo de otakus ocidentais. Tem agora empresas querendo investir nesse tipo de entretenimento tanto na tradução quanto na criação desses jogos.

E ter grupos querendo criar visual novel no Brasil é um processo natural na popularidade do gênero. Mas vale lembrar que visual novel é um estilo de jogo para determinado público, não é um estilo de jogo feito para pegar a grande massa como acontece com jogos de FPS que anda sendo o estilo de jogo mais popular no momento.

Porem isso não significa que visual novel brasileira não estão surgindo, um bom exemplo é a empresa brasileira Mother Gaia Studios que está produzindo a visual novel Soul Gambler para dispositivos mobile, afinal a empresa trabalha fazendo jogos para celular tanto com a língua nativa português e tambem para versões em inglês do mesmo jogo.


Produzir visual novel para computador e mobile é uma boa estratégia de vendas e colocar outros idiomas alem do português é algo necessário caso você queira ganhar receita com seu software. Então quem busca uma renda e quer ganhar dinheiro com isso é bom ir analisando esses projetos para tirar boas análises do que o público deseja e assim conseguir conquista-lo com seu produto.

Em diversos comentários feitos no facebook muitos disseram para a visual novel seguir o estilo japonês, ter varias heroínas e até mesmo se passar no Brasil e tal. Mas não podemos nos esquecer que o público ocidental tem um gosto diferente do oriental, não adianta nada imitarmos 100% o estilo oriental e não oferecermos nada original e que só vai agradar um pequeno grupo, não que se focar num pequeno grupo seja ruim mas ter um diferencial é sempre bom.

Visual novel é um estilo de jogo, não é obrigatório seguirmos a rixa o datting sim, o traço em manga e obrigatoriamente se passar no Japão. Podemos pegar referência e termos o nosso próprio material. Pelo que vejo visual novel que agrada o ocidental é aquela que tem muitas escolhas e que faz ele se sentir dentro da história, além que visual novel de RPG é muito bem vinda por esse público, onde jogos como Lightning Warrior Raidy e Princess Waltz terem sido bem recebidas pelo público ocidental e conseguirem alavancar um bom numero de vendas.


Mas por que isso acontece? Acontece pelo fato do público ocidental para esse tipo de jogo gostar de se sentir parte da história, e ter boas decisões fazem você se identificar na história. E empresas como a Jast Usa já está de olho nesse público e traduzindo visual novel com bastante escolhas e com RPG. Mas não é necessário que uma visual novel feita para o público ocidental tenha que ser um RPG, só basta ele se identificar com a história e ele sentir que está participando na construção do protagonista. O público é recente e a criação desses jogos não e algo tão fora do comum.

Para game design que pretende produzir jogos assim, procure exemplos de visual novel ocidentais, procure ver o público que busca esse tipo de jogo e explore varias plataformas para assim o seu alcance seja maior e fazer sua empresa crescer. Para quem estuda ou trabalha com isso tem bem mais conhecimento de mercado de games do que eu. Aproveitei para expressar minha opinião em relação a isso, onde espero que essa postagem seja útil para alguém que pretende criar seus jogos e ganhar receita com esse tipo de entretenimento.

Enfim qual sua opinião sobre esse assunto? De sua opinião e ajude a alimentar o debate.

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8 Responses to Como deveria ser uma visual novel brasileira?

  1. Anônimo says:

    Mais do que dizer como seria, acredito que o mais interessante seria que aqueles que sabem desenhar, mostrarem com seus próprios traços como seria isso ;D

  2. fredi-sj says:

    Você tá tentando DE NOVO enfiar pinos quadrados em buracos redondos, John (se é que é você, não vi a assinatura do post). E os MESMOS pinos. Eu vou repetir o que falo nessas situações, Anime é igual a aeromodelismo: tem gente que gosta, mas eu conheço muito mais gente que passa seu tempo batendo uma bola ou suando na academia do que brincando com aviãozinho de controle.
    Você sugeriu algo que agradasse não apenas a um grupo específico quando o produto em questão É, historicamente, para um grupo específico.
    Pense: alguém poderia escrever um romance homossexual e tentar fazê-lo ler e gostar, argumentando que o valor da história não está apenas neste fato. Você iria? Pelo que conheço de você, sabemos que não.
    Meu irmão, Anime de brasileiro é roteiro da novela da globo, assim como o dos americanos segue o modelo dos seriados/sitcom. Anime, Manga, VN É PARA UM PÚBLICO ESPECÍFICO, e termina aí. Você e o M4rc0 estão há anos insistindo que é absolutamente normal e que qualquer pessoa pode se tornar fã se der uma chance e for algo não-apelativo. Só que não.

  3. Phe says:

    Toda vez que eu for jogar uma visual novel tenho que muda a localidade para Japones? E O Atlas/AGTH Só traduz Japones para Inglês? não traduz para Portugues não?

  4. Cris says:

    Phe, nem sempre se precisa trocar, o certo é ver se fala no lugar onde você baixa se requisita isso, agora se não tiver (ou você ter preguiça de caçar XP), tenta primeiro instalar e jogar com a localidade normal (em si tem muitos (pelos que eu já instalei) que tem que ser com a localidade em Japonês senão nem instalar o jogo instala). Mas em si é isso, tente instalar/jogar com a localidade normal, se não funcionar é que o jogo é pra ser instalado/jogado com localidade em Japonês mesmo =)

  5. jonhmaster says:

    Fredi, não estou tentando enfiar nada. Como disse na postagem essa é apenas minha opinião e essa é a maneira que eu vejo o mercado de entretenimento japonês, se marco tem uma opinião similar a minha não posso fazer nada. Se você tem uma opinião diferente da minha tambem não posso fazer nada.

  6. Eu concordo um pouco com o Fredi, acho que isso de tentar criar VNs como se fossem apenas jogos normais não daria muito certo. Para um público mal-informado, a VN é um jogo com jogabilidade mínima (ou extremamente limitada) e gráficos semi-estáticos - dois grandes defeitos. A concepção de VN como outro tipo de jogo, que foca mais na história, não existe; acho que a quantidade maior de texto inclusive afastaria muita gente.

    Apelar para o público otaku mais amplo, que já tem alguma ligação com o gênero, é uma forma mais segura de popularizar as VNs, brasileiras ou não. Utilizar elementos de RPG poderia fazer alguns lançamentos fazerem sucessos, mas faria pouco pelo gênero - em grande parte seria visto apenas como um RPG com mais história/texto, e talvez até passasse uma visão equivocada sobre VNs em geral. Muitas escolhas provavelmente tornaria o jogo mais acessível, mas não acho que por si faça tanta diferença.

    Agora, acho que não seria necessário se prender totalmente ao estilo oriental, com todos seus clichês. A ligação com dating sims/eroges é desnecessária. A imitação da forma de escrita, honoríficos ou ambientação tipicamente japonesa provavelmente acabariam com um tom de falsete ou pelo menos bem clichê. Apenas fazendo uma boa história, provavelmente com temas populares, boas CGs (mesmo que não seja um estilo 100% anime) provavelmente daria mais certo. Alguns elementos como mini-games ocasionais e bastante escolhas poderiam ajudar a tornar o jogo mais reconhecível, mas sem exagero eu diria.
    Algo que acho que seria uma boa idéia seria adaptar histórias já existentes - eu penso por exemplo em contos de H. P. Lovecraft (são inclusive de domínio público, e bem populares) - e divulgar como "um jogo de X". No mínimo ganha-se outro grupo de interesse.

  7. Anônimo says:

    um bom visual novel na minha op. precisa primeiramente de uma boa historia, e isso qualquer um em qualquer parte do mundo pode conseguir.

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